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quinta-feira, 21 de maio de 2009

TIMPANISMO OU METEORISMO


O timpanismo, também chamado de meteorismo é uma doença de origem metabólica dos ruminantes, que se caracterizam pela distenção acentuada do rúmen e reticulo, proviniente da quantidade de gases produzidos através dos mecanismos fisiológico normais, que acarretam um quadro de dificuldades respiratória e circulatória, podendo, se não tratado, levar o animal ao processo de asfixia e morte. A sua etiologia se dá pela dificuldade do animal de eliminar os gases provinientes da fermantação ruminal. O timpanismo pode ser primário e secundário. É primário, quando há aumento na tensão superficial do líquido ruminal ou da viscosidade, os quais fazem com que as bolhas de gases presente na espuma, persistam por longo período dispersa na ingesta e, apesar dos movimentos continuos do conteúdo ruminal, estas não se desfazem, impossibilitando a sua eliminação.
Um dos fatores que pode influênciar o aumento da viscosidade, principalmente a campo, está relacionada com a presença de certas proteinas nas pastagens (saponinas e pectinas), especialmente em leguminosas. Alterações na quantidade de saliva também podem influenciar o aparecimento de bolhas, fato relacionado a ação da saliva sobre o pH do conteúdo ruminal, que tem papel importante na estabilização da espuma, ou devido ao conteúdo da mucoproteina da mesma.
Pesquisas recentes acreditam que a espuma em animais confinado esta relacionada ao aumento de bactérias produtoras de muco ou à retenção de gases produzidos pelos alimentos finamente moídos, fazendo com que as bactéria e protozoários ruminais, respondam a esse alimento com a produção de secreções viscosas que prendem os gases produzidos, durante o metabolismo normal destes microorganismos.
O Timpanismo secundário ocorre quando há dificuldade física à éructação. Isto pode ser determinado por uma obstrução no esôfago proviniente de corpos estranhos, como complicação de doenças que podem levar ao enfartamento ganglionar (leucose, tuberculose,actinobacilose, pneumonia,etc) ou por lesões nas vias nervosas responsáveis pelo processo de éructação
(indigestão, reticulites,etc), ou tétano devido aos espasmos de sua musculatura, e alterações provocadas pela aplicação de antibióticos e sulfas por via oral, capazes de alterar a microflora ruminal levando a uma prdominancia das bacterias gasogênicas.
O timpanismo ataca todos os ruminante, independente de sexo,raça ou idade, havendo grau de suceptibilidade, que pode ser hereditária, manejo(adoção de muito concentrado) ou alto grau de crescimento. A sua patogenia esta ligada ao consumo de alta quantidade de produtos fermentáveis, em curto espaço de tempo, acarretando a formação de muito acidos graxos voláteis (AGV), agindo sobre a baixa de pH ruminal, atuando na produção de dióxido de carbono e bicarbomato salivar, que acelera a formação de uma espuma densa de gás, partes sólidas e líquidas do rúmen. Esta espuma não consegue ser éructada, levando a distenção do rúmen até sua capacidade máxima em continua produção de gases, interferindo mecanicamente com o sistema respiratória e circulatório do animal. A morte, provavelmente, deve ser a ação simutanea dos efeitos mecânicos e dos efeitos bioquímicos , resultantes da absorção dos gases tóxicos pela mucosa ruminal (dioxido de carbono, ácido sulfidrico e amônia).
Os sintomas clínicos se dão pelo aumento do tamanho do rúmen, devido a excessiva presão intra-ruminal, com distenção do flanco esquerdo, dores abdominais, aumentando a frequência respiratória, salivação, extensão do pescoso, distenção dos membros, diminuição dos movimentos ruminais, levando a atonia do mesmo. Com a evolução do problema o animal cai com a cabeça distendida , olhos dilatados, ocorrendo a morte poucas horas depois.
Caso realize a necrópsia e, dentro de uma hora após a morte, vamos encontrar rúmen dilatado, língua protusa e congestionada, na região cervical com hemorragias e congesta, na torácica palidez ,fígado e baço pálidos e os rins friáveis. Se a necrópsia for feita após uma hora, vamos encontrar efisema, ruptura da parede do rúmen, embora, com o passar do tempo, os achados vão se tornando cada vez mais deficies. O tratamento, em casos não agudos, é feito com uso de sonda orogástrica para expulsão dos gases, uso de trocáte, uso de óleo antifermentativos e laxativos, buscando estabilizar a formação de gases. Caso haja intervenção cirúrgica, ruminotomia, não esquecer de repor a ingesta retirada durante a cirurgia ( reposição da flora).
A prevenção consiste no manejo, evitando dietas com excesso de grãos e deficiência de fibras, baixa glanulometria dos alimentos, exceso de leguminosas, uso indescriminado de antibióticos, usados para controlar atividades bacterianas. O uso de ionóforos ( monesinas - lasolacidas)tem surtido bons efeitos preventivos.

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